Quase sete da manha, andamos aproximadamente duas horas até
acharmos uma frágil casa na beira da floresta, não tivemos nenhum tipo de
problema pelo caminho que seguimos saindo do centro da cidade, era um
barraquinho simples mais confortável, fazia tempos que não achava algo do tipo
para ter um bom sono, infelizmente já era de manha, impossível dormir com o sol
batendo no rosto.
ANA-Dylan pretende fica nesse lugar mesmo?
DYLAN-Sim, por que não?
Ana da um suspiro como se não acreditasse que realmente eu
estava falando serio quando falei que iria ficar aqui, e fala.
ANA-É que ele é muito perto da floresta, não acha que pode
ter algum risco?
DYLAN-É só ficar quietinha e obedecer que não terá risco
algum.
E como só havia a gente, Ana não aguenta o tedio e começa a
puxar assunto.
ANA-Dylan?
Estava demorando pra isso acontecer, de algum modo já
esperava por isso então não fiquei muito surpreso com a Ana puxando assunto
comigo.
DYLAN-Oi?
ANA-Posso perguntar uma coisa?
Nessa hora meu coração gelou, eu não imaginava se aceitaria
a pergunta, ou se me arrependeria depois, mais resolvi deixar ela fazer a
pergunta.
DYLAN-Claro.
ANA-Gostava realmente da Leslie?
DYLAN-Nossa, eu amava ela, a gente sempre jogou muito
juntos, mas, nunca achei que o fim de um de nós seria dentro de um jogo de
vídeo game, e depois da morte dela eu jurei para mim mesmo que vingaria sua
morte, não importa o que possa acontecer.
Ana me encara por alguns segundo e olha para o chão sem
reação alguma e respira fundo.
DYLAN-Bom, já que vamos passar essa noite aqui, terei que
fazer uma varredura nas redondezas, quer vir junto ou ficará aqui?
No fundo eu queria que ela viesse junto comigo, não seria tão
entediante ter uma tagarela falando comigo.
ANA-Claro que eu vou junto, de jeito nenhum vou fica sozinha
aqui.
Andamos até certo ponto na floresta até escutarmos latidos,
Ana na mesma hora se assustou e dou um pulo para minhas costas e segurou bem
firme minha cintura com medo do que poderia ser, andamos um pouquinho em direção
aos latidos e se deparamos com um cachorro, mais especificadamente um lobo
enorme ferido por uma onça pintada faminta, ela queria o filhote do lobo, já tinha
ferido gravemente o lobo era só pegar seu filhote, eu não podia permitir isso, então
quando me preparei para subir numa arvore, Ana fala sussurrando.
ANA-Dylan? Você esta
louco? Não pode subir ai pra salvar um filhote de lobo selvagem.
Quase na metade da arvore eu paro de escalar e olho para Ana
e gesticulo como se estivesse falando com minha mão para ela e faço uma careta
como se estivesse falando “blá blá blá”e fui de galho em galho até estar sobre
a onça, quando ela se preparou para atacar o pobre filhote eu me atiro e no ar
puxo minha faca de caça e com um golpe errado acerto de raspão o abdômen do
animal que com o susto da um salto para trás, essa minha atitude pode acaba com
a minha vida, não tenho como fugir, terei que tentar a sorte agora, ao puxar
minha faca da cintura ela não estava lá, como vou sobreviver agora ? De repente
a onça pula em mim, e caído no chão com os olhos fechados e a onça sobre mim eu
noto que não sofri um aranhão e a onça estava morta, foi Ana, com um arremesso certeiro na cabeça
da onça quando ela estava no ar, e Ana surge no meu lado.
ANA-Seu doente mental tu que se mata em? Tem meios mais fácies
pra conseguir isso, agora se levanta desse chão e vamos pra aquele barraco duma
vez antes que te enfie essa faca na barriga.
Arregalei meus olhos para Ana, estava surpreso pela reação dela
e pela habilidade com arremessos que ela tem, então peguei o filhote do lobo
porque ele precisava de cuidados com uma das patas quebradas, e comecei a
seguir Ana até o barraco, chegando lá, monto um tipo de berço com as palhas do
lado da casa para largar o filhote e do nada Ana me toca a faca de volta.
ANA-Seu retardado.
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